Eu te disse!

tudo começa num papel, ou num blog.

Recitativo das descobertas!

26 de agosto de 2009

E olha a gente aí brincando de ser o dono do tempo. Como aquele que cria, dá vida, controla, usa e joga fora. É amigo, acontece que hoje eu ví quem é que tem os dados nas mãos. Quem é que está por trás do jogo e olha de cima, quieto e quando vê que a coisa vai explodir, ele interfere e muda tudo.
Eu estava acostumado a achar que as coisas aconteciam normalmente. Pensava ter o domínio de tudo na minha vida. Se estava triste, logo me encontrava feliz, pois eu sabia o que me satisfaz. Se eu pensava estar feliz, hoje sinto uma felicidade muitas vezes maior. É como uma ferida que estava aberta a muito tempo e agora fechou. Como uma pessoa que nunca pode enxergar e agora pode.
Acontece que quando a gente não pode mais, as coisas acontecem por sí só e não é porque é a nossa vontade, mas a dele. Eu descobri que quando as energias acabam, quando as cem possibilidades falham e as mil maneiras não funcionam, é aí que não somo nós que agimos, é aí que entra a mão divina, guiando, mostrando o caminho, levantando mares e inundando terras.
Amigo, saiba apenas que não é preciso acreditar no que eu digo pras coisas mudarem. Elas simplesmente acontecem, mas é que quando acreditamos, nossos olhos se abrem e vemos tudo que está feito ao nosso redor. Foi aí que recitei as descobertas, olhando o sol, as águas, as noites, as vidas, e pode ter certeza amigo, passei não mais a esconder minhas verdades, mas sim a declama-las para o mundo, que hoje vive cego. Quando não acreditamos mais nas coisas, por incrível que pareça, elas tendem a acontecer. Porque será? Não sei, só sei que é graças a Deus.

Não diga que não valeu!

10 de julho de 2009

Terminou naquele momento a minha prece de dor e alegria. Quando você gritou e disse que suas mãos estavam doendo de tão forte que eu as apertava, eu parei e tudo se aquietou. Nem percebi que minhas mãos estavam nas suas. Eu só estava pensando no que se passou no dia inteiro. Todas as minhas alegrias, as suas também, as minhas dores, as suas, todos os meus sorrisos, os seus também, as minhas lágrimas escondidas, reprimidas por cada gesto nosso que não agradou a nenhum de nós. Quando nos errependemos de qualquer coisa, é porque não foi bom e eu sei que nem foi de prósito, mas a gente vê passar o tempo com uma rapidez tremenda e mesmo assim reclamamos os momentos que ainda estão por vir sem antes viver o agora.
É sim, eu fico triste por agradecer cada segundo teu sem ter vivido todos eles de uma forma especial e não, não é a sua culpa por deixa-los escapar, mas é minha por não saber te ouvir, te olhar e tranformar os momentos de dor em alegria. Apesar de eu achar que nem tudo é felicidade e ainda saber que estou errado, um relacionamento é tudo isso e se não fosse, não tinha este nome. Relacionar-se envolve constrangimento, vergonha, erro, dor, lágrima, mentiras e entonamentos de voz assim como envolve alegria, sorriso, orgulho, olhares e carícias que de um jeito ou de outro nos levam sempre ao mesmo ponto: dizer te amo, na dor ou não, no sorriso, ou não.
É o meu jeito ser meio improvisado, fazer as coisas sem pensar e programar, mas pode ter certeza que eu não faço isso por ser um cara relaxado, mas muito pelo contrário. Faço assim pois eu vivo na certeza da morte vivida, no passado presente, no viver intensamente o que acontece agora. E te ter nas mãos é o melhor caminho pra eu viver a minha felicidade, pois em cada momento eu registro na memória a imagem do teu sorriso que me vale a vida inteira.

Subliminar!

13 de maio de 2009

Um farol pra iluminar a minha vida que caminhava já tão sem direção
Correnteza forte que me arrasta e me carrega pra onde não posso mais voltar
Buraco inesperado no caminho, disfarçado de amizade e amor, eu já não sei mais
Como o vento que me traz a alegria, você em cada passo, passamos juntos todo dia
Ah se o mundo pudesse esperar pra ver nossas mãos dadas sem nada a esconder
Ah se a gente soubesse esperar pra mostrar pro mundo uma nova forma de amar
Dá sim, eu sei, eu vou dizer, tudo que eu quis pra mim eu encontrei em você
Eu sou feliz, trago um sorriso no rosto. Onde já andou desgosto, agora só eu e você

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Nem tudo, mas você!

4 de maio de 2009

Nem tudo o que eu te digo é lindo, nem tudo que eu faço é perfeiro
Mas saiba que faço por você
Nem tudo o que penso é puro, nem tudo que pareço é verdade
Mas tudo o que sou é pra você
Nem tudo o que vejo são seus olhos, nem tudo que toco é o teu rosto
Mas tudo o que desejo é você
Nem todos os momentos são felizes, nem todas as horas pasam rápido
Mas tudo o que quero é estar junto a tí
Nem todo romântico que sou é espontâneo, nem tudo o que lembro você está
Mas saiba que eu só tenho pensado em você
Nem todo relacionamento eu levei a sério, nem todo o nosso futuro será mar de rosas
Mas nele só preciso eu e você

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Eu também sou da roça seu moço!

17 de abril de 2009

Assim como fazia todos os dias, ele estava lá. Dormindo ao chão em cima de um papelão enxarcado e alguns panos rasgados, não tinha família, nem sonhos, nem sorrizo. Acordar e ver as pessoas passando diante dele era a pior coisa que seus olhos podiam ver. Eram pessoas infelizes, mau humoradas, maltratadas pela vida por ter simplesmente uma casa, um pai e alguns amigos. Vivia alí a quase 11 anos e tudo o que juntou foi um canto, uma carroça e um pouco de comida. Amigo dos gatos e cachorros da rua, se sentia sozinho pois sua vida era pacata e sempre o abandonavam. Já desistindo, cansado da vida, decidiu que não iria trabalhar aquela semana, mais viver da miséria dos seus vizinhos. O centro era um bairro bom, pois as velhinhas tinham dó dele e dos animais que passavam famintos por lá. Sempre ganhava um prato de comida aqui, uma camiseta velha alí, sem contar com aqueles biscoitos baratos que as vovós reservavam somente para eles. Tudo ia bem até que bateu em minha porta e eu distraido, sem olhar pelo buraco, abri. Eu sempre soube que em algum momento da minha vida iria conversar com aquele mendigo. Tinha curiosidade em saber como era a vida daquele homem que me acompanhara de camarote desde pequeno. Nunca tínhamos trocado uma palavra, nem sequer um olá, até que aquele homem bateu na minha porta. Antes que eu pudesse dizer qualquer palavra, ele começou a recitar uma fraze manjada que eu não pude deixar de interromper:

- Sabe o que é seu moço? Eu vim da roça e tô pedindo um pouco de…
- Comida?
- É, eu sô morador de rua…
- Da minha rua, eu sei. Sabe o que é? Eu também sou da roça, seu moço!
Naquele momento um silêncio absoluto tomou o lugar da nossa voz, pois ele tentava entender o que eu tinha dito, e eu tentava explicar o que tinha falado, sem ter pensar no significado daquilo antes.
- De fato, seu moço, todos nós viemos da roça. Não importa o quão rico as pessoas podem ser, mais o fato é que todos nós viemos da roça. A diferença está no esforço que cada um fez pra sair dela ou não. Você pensa que eu sempre morei nesta casa?  Que eu sempre andei com esse carro? Que eu sempre comi desta comida? Não!
- Mais será que o senhor tem um resto de arroz por aí?
- É moço, eu tenho. Espera um minuto. (E a porta bateu sem que ele tivesse entendido nada).
É difícil entender, mais não quis dizer que todos vieram necessariamente da roça. Ela não é um lugar, mais a faze inicial da nossa vida. O que aquele homem fez desde que nos vimos pela primeira vez quando eu tinha apenas 8 anos? O quanto ele lutou para sair do buraco como eu fiz? Não dá pra comparar, mais as pessoas se acomodam no lugar onde “nascem”. Se a mente e o coração daquele homem vinham da roça, o meu também vinha. O que contava naquele momento são todas as coisas que fiz para que a minha mente e o meu coração deixassem de viver num lugar distante, longe dos meus sonhos, dos meus dons. Morrer no final de cada dia para nascer maior no outro, ou para ser melhor e mais feliz que ontem. Naquele momento, atrás da porta, eu entendi o universo que me separava daquele homem, não pela questão de o quanto eu era melhor que ele - eu não era - mas pelo fato de que eu saí da minha roça antes que pudesse me acomodar nela.
- Olha seu moço, aqui está seu prato. Você pode voltar quando precisar, mais deve voltar maior, melhor que ontem, que hoje. Devemos crescer a cada dia, e…
- Todos nós viemos da roça foi? Eu não imaginava. Muito obrigado e que Deus te abençoe.
E pensativo, mas com um sorriso no rosto, ele continuou a caminhar pela rua, tentando juntar os fatos num só pensamento que fizesse sentido. A experiência daquele dia se mostrou uma idéia complicada de se viver, e que eu não achei que ele fosse tentar entender, mas como todos um dia tem a chance de sair da “roça”, a dele veio e em menos de um ano depois, pude encontra-lo trabalhando na loja em frente do lugar onde por tempos aquele homem viveu. Num momento inesperado, ele me encontrou na rua e me falou:
- Com certeza todos nós viemos da roça, seu moço.
- E com certeza todos nós temos a chance e a força para sair dela, seu moço.
- Venha comprar uma peça de roupa comigo qualquer dia desses. Trabalho naquela lojinha alí. (me apontou a direção).
- O seu caminho de saída da roça estava mais perto do que você imaginava, não?
- Com certeza, mais não deixa de passar por lá. Já que você também veio da roça, eu poderei lhe dar um desconto.
Num rizo alegre ele me mostrou o maior e melhor que poderia ter feito naqueles dias. Afinal, todos nós viemos da roça.

Mas assim como veio acabou, se transformou e ficou!

2 de abril de 2009

O tempo é oposto ao amor, as lembranças se vão, mais tudo que tiver que ser pra sempre se eternizou naquele momento. A hora passou e nem percebemos, tudo tão veloz, mais tudo tão alegre, tão saudável. Tuas mãos em meu piano e eu te olhando como se nunca tivesse visto algo raro, tão especial.  Tua face que exprimia o mais perfeito dos sorrisos e tua voz que cantava as notas mais belas que iam além de qualquer canção mais bela. Que tolo achar que é hora de partir sem termos decidido a nossa vida naquele instante. Porém, chego a pensar que se tivéssemos dito ou feito qualquer coisa além do que fizemos, não teria feito sentido, ou teria feito mais. Se o destino pôs obstáculos na tua e na minha vida, não foi para nos machucar ou humilhar, mais foi pra testar o mais belo dos amores, dois em apenas um, criados para ficarem juntos nos momentos de alegria ou tristeza. Naquele momento eu sabia que esperei pela pessoa certa, o tempo certo e que nada, nunca poderá me afastar de você. Encostar na tua mão foi o meu jeito de dizer que passarei por tudo que tiver que passar para que eu possa te fazer confiar em mim, confiar no sentimento que você disse nunca mais confiar. O calor do teu abraço me fazendo nascer em teu colo, esperando pelas únicas palavras que poderiam me confortar: as tuas, pois “enquanto houver você do outro lado, aqui do outro eu consigo me orientar”. Se há amor, que seja verdadeiro, não importa o quanto eu tiver que esperar.

Voador liberdade!

30 de março de 2009

Corre, anda, voa passarinho! Volta pra tua casa pelo trilho do trem, tentando se equilibrar em duas pernas, eu aqui em cima e você aí em baixo, solitário e pensativo, leva um tombo, mais volta a caminhar. Corre bicho, voa! O que aconteceu, não consegue voar? Desistiu também? Foi um velho sonho de criança, já faz tanto tempo, Deus em cima e eu aqui em baixo tão pequeno quanto você. Não desista passarinho, a viajem é longa e logo o trem virá atrasado e depressa. Sem medo ele passa por cima de você e da estória que veio me contar. Canta passarinho, pia, grita! Como é que devo cantar? Quero ter um timbre doce e suave pra que todas as pessoas possam um dia me ouvir. Eu já vou pegar o trem. Anda passarinho, volta pra tua terra antes que a minha tome o teu lugar. Esta cidade grande e sonhadora tem os edifícios mais compridos e não pode nem as estrelas ver. Não adianta só ter asas passarinho, também tem que acreditar. Muitos já nem sabem o porquê de existir e eu te pedindo pra voltar. Já deu a hora e eu já me vou, pois de longe te vi no horizonte e meu trem já vem chegando. Me poupe da despedida, volta pra tua terra antes que não possa mais me escutar. Voa passarinho, é liberdade, voa para o teu lugar.

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Um só riso!

24 de março de 2009

O sorriso é precido para sair da cama,

Um só riso é indispensável para dar bom dia,

O sorriso é necessário para cumprimentar alguém,

Um só riso é simples para uma criança,

O sorriso é composto para um experiente,

Um só riso é ambíguo para uma paquera,

O sorriso é doce para um casal,

Um só riso é rude para o oponente,

O sorriso é curto para um desconhecido,

Um só riso é falso para um concorrente,

O sorriso é onomatopéia,

Um só riso substitui uma afirmação,

O sorriso serve para o entendimento,

Um só riso disfarça o erro,

O sorriso trás prazer,

Um só riso é um beijo,

O sorriso geralmente dá casamento,

Um só riso termina um namoro,

O sorriso dá dor de bochecha,

Um só riso causa hérnia de disco,

O sorriso dá câimbra,

Um só riso pode ser ensaiado,

O sorriso deve ser natural,

Um só riso antecede um flash,

O sorriso contagia,

Um sorriso causa o riso,

UHahuauha, apenas um sorriso…

Mais um carnaval!

25 de fevereiro de 2009

Já estava certo de que os professores do meu segundo ano de faculdade iriam pegar pesado nos livros e matérias, quando de repente o mundo para de novo. Afinal é Carnaval, época em que até os rockeiros dançam axé e até as vovós dançam funk no clube da cidade.  Realmente é impossível não lembrar da cabeleira do zezé, ou da cueca que se ganhou da namorada, pois no Brasil a tradição é forte: desce crianças nossos pais nos vestem com fantasias coloridas e nos ensinam que somos um povo alegre, divertido e festeiro.

alegria em extinção

Mesmo sabendo disso, raramente paramos pra  refletir sobre o significados das tradições. Sendo assim concluí que, para um paulistano sem muita fé no samba e axé, esta não passa de uma data para poder rever alguns amigos e sair da rotina novamente antes de o ano recomeçar. Mas afinal é Carnaval, não é so rever os amigos, é reve-los com um sorriso diferente no rosto, sorriso que só existe em Fevereiro. É sair ansiosamente da rotina, esperando a nota final pra saber qual é a escola de samba campeã do ano. É claro que nada disso muda profundamente a nossa vida, mas que graça tem sair deste feriado sem ao menos abrir uma cerveja em nome das boas e velhas marchinhas de Carnaval ou mesmo em nome dos nossos ancestrais que encontraram uma maneira de se expressar através do sorriso e do samba no pé da mulata e na pele do pandeiro ao invés de apenas embriagar-se com ela?
Afinal é carnaval! É tempo de lembrar dos avós que dançavam ao som das fanfarras com suas namoradinhas na avenida e cantavam a alegria de ser feliz. Talvez o que falte pra sermos realmente felizes é deixar as coisas fluirem neste ritmo que muitos discriminam em troca do enlatado internacional, do pecado pelo pecado e darmos mais valor ao que está em extinção pela  nossa falta curiosidade em saber como era “o antes”, deixar de se preocupar um pouco com “o depois”, afinal é Carnaval!

Bem Vindos!

1 de janeiro de 2009

Muitos como eu acabam arranjando um tempo livre na internet pra navegar em bons sites, ler bons textos, dar boas rizadas, ver bons vídeos, se atualizar das ultimas notícias e etc… Foi pensando nessas pessoas que buscam algo a mais na internet e lembrando de como é rápido e prático guardar textos em páginas pessoais, foi que decidi criar este blog que não pretende contar piadas e muito menos espalhar fofocas, por mais que seja divertido, mais sim registrar algumas das minhas rápidas reflexões diárias. Dicas e menságens serão frequêntes por aqui, já que estes também são temas que me intereçam muito.

Só para fazer uma retrospectiva, desde os meus 12 anos tive muita vontade de escrever, pois sempre fui criativo ao ponto de ter que me lembrar de parar de pensar de vez em quando. Uma das maneiras de isso acontecer era escrever esses pensamentos para que tivessem um final. Eis uma chance de compartilhar com vocês tudo que sempre tive vontade de escrever. Como músico, uma das minhas habilidade é compor ao som de um bom piano, síntese do que foi a minha fonte criativa durante este tempo com minha família de músicos. Gostaria que a música e a poesia tivessem espaço nesta página pois a boa arte não pode deixar de ser divulgada nessem mundo que só tido espaço para o pop ultimamente.
Sei também que o link do meu blog não é muito fácil de lembrar, por isso guardem-no para voltar mais vezes. Ok? Um grande abraço aos que me incentivaram a escrever e a vocês que frequêntam o meu espaço na web.

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