Eu te disse!

tudo começa num papel, ou num blog.

Na Rota Dos Festivais

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A trilha sonora de 2011 terá os ritmos mais variados que se pode imaginar. Os festivais de música prometem chacoalhar os fãs de diversos gêneros musicais por todo o planeta. A começar pelo Rock in Rio, que depois de ser realizado em Madri e Lisboa volta ao seu lugar de origem. O melhor é se programar desde já para não perder aquele show de seu artista favorito - os ingressos certamente vão se esgotar bem rápido.

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Público do Lollapalooza 2009

Lollapalooza, Chile

Chile? Sim, o lendário Lollapalooza será realizado pela primeira vez fora dos Estados Unidos em 2011. Nos dias 2 e 3 de abril, o Parque O’Higgins em Santiago vai ser invadido por nomes de peso como Jane’s Addiction, Red Hot Chili Peppers, Nine Inch Nails, Soundgarden, Pearl Jam, Metallica, Alice In Chains e Beastie Boys, só para citar alguns.

Não se trata do fim da versão americana: o Lollapalooza vai normalmente para o Gran Park.

A programação é bem diferente da apresentada em Santiago, com shows de Lady Gaga, The Strokes e Green Day.

BBK Live, Espanha

Na semana passada, o festival espanhol confirmou em seu line-up a presença de Amy Winehouse. Já foi nos shows da cantora inglesa no Brasil? Tudo bem: a programação ainda conta com Coldplay, Jack Johnson, The Chemical Brothers e Black Crowes.

E mais bandas ainda serão confirmadas nos palcos de Bilbao. Melhor garantir o ingresso desde já.

Glastonbury, Inglaterra

A fama do evento inglês é tamanha que os ingressos já se esgotaram - pasme! - antes mesmo de as atrações serem anunciadas, o que só deve ocorrer, como explica o site oficial, na primavera do Hemisfério Norte. Vale a pena, porém, ficar atento ao perfil do evento no twitter, @glastofest - podem haver revendas depois da divulgação do line-up. Neste ano, ocorre de 22 a 26 de junho.

New Orleans Jazz Festival, EUA

De 29 de abril a 8 de maio a musicalidade inerente a New Orleans fica ainda mais exacerbada no já tradicional festival de música da cidade. As atrações são as mais variadas possíveis: na programação há Bon Jovi, Robert Plant, Cyndi Lauper, The Strokes, Tom Jones, Lauryn Hill, Kenny G e até o brasileiro Ivan Lins.

Rock in Rio, Brasil

O rock está no nome do festival, mas a programação é eclética: Red Hot Chili Peppers e Claudia Leitte, Metallica e Coldplay, Sepultura e Rihanna. E a organização garante que mais atrações ainda serão confirmadas. Apesar de o site afirmar que os ingressos serão vendidos a partir de julho, o organizador do evento, Roberto Medina, afirmou à Rádio Eldorado que as entradas seriam comercializadas já no mês de abril. O evento está marcado para ocorrer de 23 de setembro a 2 de outubro, na Cidade do Rock, instalada na Barra da Tijuca.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,musica-para-todos-na-rota-dos-festivais-,674474,0.htm

Casamento: Ainda Uma Arte

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sejam eles simples ou milionários, casamentos são belos, alegres, criativos e emocionantes assim como são caros, dão trabalho, exigem tempo e estressam diversos casais por aí. Podem ser um tanto repetitivos, mas nunca deixam de ser únicos. Não importa quantas vezes você tenha ido a um evento como este, deve ter notado o quanto conseguem ser diferentes. Muitas vezes ser diferente é algo arriscado, mas que no fundo sempre vale a pena.

Não sou especialista na organização de um cerimonial ou festa, mas muito de perto acompanhei casais que desde o início me disseram a ordem de importância na idealização de seu sonho: um bom salão com buffet de qualidade; vestido leve e com detalhes; decoração criativa; música animada e de bom gosto; e etc… (etc, creiam ou não, é uma das partes que mais leva tempo e dinheiro. Os extras sempre preocupam). A arte de um casamento não está nos pequenos detalhes, mas sim nas grandes junções: de que vale música boa se o jantar não está quente e a retrospectiva deu pau? Tudo deve ser pensado como um todo. Daí o fato de entendermos como cada item leva tempo e dá trabalho.

São em média 5hs para se casar, cumprimentar, brindar, comer, dançar, e se é que tudo deu certo na preparação de uma casa nova, arrecadar dinheiro para uma próspera lua-de-mel. Agora eu começo a entender porque alguns casais saem carregados pelos padrinhos e amigos depois de um porre no final da festa. Ninguém é de ferro e merecem um pouco de descontração.

Ao longo dos primeiros anos do século XXI, um mercado novo surgiu e deu muito mais viabilidade ao momento mais especial da vida da maioria das mulheres: ter um casamento com direito a tudo, gastando o mínimo possível. Sabemos que em todas as tentativas de investimento na arte é muito bem vinda, mas quando a atenção é sinônimo de lucro, a arte deixa de ser lugar de artista para dar lugar aos empresários.

Existem os dois lados das história: o acesso aos serviços voltados ao casamento aumentou facilitando a vida do casal moderno que não tem muito tempo para se dedicar às festividades, porém tudo tem seu preço e se torna cada vez mais difícil fazer algo simples. É cada vez mais raro casamentos sem assessora (aquele que pensa em todos os detalhes) para auxiliar na preparação e principalmente garantir a qualidade de execução de cada idéia.

Mesmo com todos esses poréns, existem cerca de 900.000 por ano e cada um ainda consegue manter suas tradições, detalhes e modas que sempre farão parte do melhor momento da vida a dois.

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Arte Em Movimento

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Eu te disse como é incrível o fato de a arte poder estar em todos os lugares e em todos os momentos? Penso que basta abrir os olhos para conseguir enxergar um mundo que tão poucos conseguem ver. Aquele mundo que tem um história em cada esquina; que trás um sorriso em cada olhar; que trás a arte em cada muro… e assim por diante. Uma pena viver num país em que tantos tem olhos e pouco podem enxergar.

Hoje mesmo, deixei de pegar o carro e enfrentar um transito pesado para poder andar um pouco, respirar um tanto (mesmo que seja esse ar poluído), pensar em como a vida continua independentemente de nossas atitudes. E ao mesmo tempo comecei a observar como o metrô, um lugar que até 2014 vai transportar mais de 7 milhões de pessoas por dia é um lugar onde se pode ousar e utilizar para a divulgação da arte que faz parte do nosso dia a dia.

Em cada estação, o Metrô faz questão de colocar um poema (lí um de Vinícius hoje), uma pintura, uma escultura, uma música, um vídeo, algumas notícias e tantas outras intervenções artísticas para que não seja apenas um lugar de passagem, mas de transformação. Não só lugares como este deveriam conter coisas assim, mas também cada muro, cada prédio, cada rua, cada pedaço da cidade poderia e ser usado como um outro ponto de vista, aquele que te faz parar e entender que não apenas existimos, mas vivemos.

Eu não penso que a pixação ou que a intervenção de qualquer tipo de arte seja uma má idéia. É ruim sim aquela que degrine o equilíbrio entre o que é moral ou não, porém esta é a nossa cidade, esses também são nossos artistas. Certos estão aqueles que distinguem para que não se acabe com o que é privado, mas sim que aproveitam lugares e espaços reservados para que haja arte urbana. Infelizmente quem não entende isso é o ministério de cultura e esporte que não está nem aí para o que temos de melhor: nossa própria cultura em nosso próprio espaço.

Sei que minha cidade é cinza, cheira mal e não tem mais espaço para nada, mas vai bem se cada um souber fazer sua parte! Olha que coisa diferente >>>

Do Interior Ao Litoral

Eu já te disse como os opostos se atraem? Esse país cheio de lugares tão belos não poderiam ficar longe de um blog que fala de arte e tantas coisas mais. Parece até que tantas vezes confundo as coisas, mas olhem bem para essas fotos abaixo… É de se esperar que alguém que viaje por aí tenha histórias pra contar e nós como bons ouvintes temos que escutar a cada uma delas em cada lugar, com cada cultura e cada história. Ouvi poucas e boas por onde passei e não poderia deixar de contar.

Já perceberam o quanto é gostoso olhar para um lugar que nunca se viu antes? Essa sensação de novo, de experimentar o que é desconhecido, penso que é o que ainda move a humanidade. Assim é a arte que nasce em cada olhar. Em “Piracaia” (cidadezinha do interior) vê-se enormes montanhas, diferentes tons de verdes de árvores infinitas fundindo-se em azul com o céu. Parece um toque fresco de tinta que só aparece quando chegamos lá. “Pedra Grande” é um lugar assim: alto, longe e de difícil acesso, mas quando se está lá, não se quer mais nada.

Difícil é dizer se gosto mais de ficar no chão,  deitado em um rede,  ou se prefiro planar  sobre este céu sem  igual.

A 1400 km de  distância em altura da  foto abaixo, quem  visita Pedra Grande  não sai sem dizer que  vai trazer todos os  amigos pra conhecer  um lugar tão lindo.

Porém voltando um pouco abaixo, descendo ao litoral, é de se perder de vista a quantidade de água que banha nossas terras.

O Litoral Norte ganha vida quando por entre  a serra vai surgindo um emaranhado de terra e água que juntos embelezam nossa paisagem. De carro não dá mais que duas horas para se chegar em “Maresias” e aproveitar o que tem de melhor entre restaurantes riquíssimos e areia enxugada pelas ondas calmas de um lugar bem conhecido por quem gosta de boas praias.

Maresias é assim: vento leve e fresco, água fria e cristalina areia limpa e gente de bem com a vida.

Fica difícil de dizer que prefiro interior a praia. Nada é melhor que entrar na água depois de uma manhã de sol e saber que nada do que aconteça vai estragar a mágica que acontece ali.

A arte ainda é muito mais do os olhos podem enxergar, mas ainda está muito longe de ser feita por mãos humanas, afinal a inspiração sempre vem daquele que nos criou.

Espero pra voltar mais uma vez com uma boa câmera e boa companhia pra reviver momentos que nem o mais belo poeta poderá explicar.

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O que posso eu escrever sobre a arte hoje?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ligo a tv e vejo um número crescente de desabrigados e pessoas lutando para salvar o que resta de meros objetos encharcados de lembrança. Do que um dia foi uma casa, hoje se vê apenas terra e água e pessoas paralisadas em estado de choque. Do que um dia foi uma história de vida, hoje se fala no que será deste momento em diante.

Portanto, amigos, o que posso eu escrever sobre a arte hoje?

Penso que a vida é simples e precisa de poucas coisas para se equilibrar, como alimentos, água, amor e fé… o que vier depois é para facilitar o resto e é dispensável. De que vale o dinheiro sem ter com o que gastar e de que vale a arte se pouco da vida pôde se aproveitar? De que valem todas as outras coisas se alguns perderam a própria vida ou não puderam no outro encontrar um sinal de pulso ou um último suspiro?

Existem coisas que vem para o bem e existem aquelas que estão sob a vontade daquele que tem o poder de criar e descriar. Não adianta continuar alimentando um mundo de informações se por outro lado aqueles que vivem nele nem direito à vida tiveram.

Um post dedicado a aqueles que não puderam ler o que aqui foi escrito!

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Horário Eleitoral Humorístico Gratuito!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

As pessoas estavam sentadas à mesa, num momento de família, quando de repente começa o melhor programa humorístico de piadas e bobagens dos últimos tempos da “última semana” (tão irônico quanto). Tão bom que todas as emissoras abertas do Brasil estão exibindo: é o “Horário Eleitoral Gratuito”. É risada do começo ao fim, mas até que existem fatos suficientes para dedicar um post inteiro a esse momento de ouro da democracia brasileira.

Não quero questionar a habilidade que qualquer uma das pessoas aqui citadas tem de nos representar no governo, mas convenhamos… horário eleitoral político não é momento pra piada. Já basta nós sermos obrigados a vê-los na telinha brasileira e agora temos que rir da cara-de-pau que cada eles fazem no momento de apresentar-se e mostrarem seus projetos? O que acontece? Os humoristas estão proibidos de se pronunciar em época de eleição, mas os eleitos podem rir da nossa cara como faz “Tiririca” em sua 1ª apresentação? É tudo muito simples, ele questiona: “O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto. Vote no Tiririca, pior do que tá não fica!” Enfim, deu pra entender do que se trata essa eleição, certo?

Já não basta “Pânico na Tv”, “Casseta & Planeta”, “Zorra Total”, “CQC”, “Furo MTV”, “A Praça É Nossa”, “Show do Tom” pra gente tentar rir? Tentar, pois além da “alta qualidade” de alguns programas, não era permitido qualquer tipo de referência humorística na época de eleição. Mas na semana passada, o ministro Carlos Ayres Britto liberou emissoras de rádio e televisão para fazer humor com os candidatos das próximas eleições. Agora os artistas defendem que “o eleitor possa decidir ele mesmo rir ou não com determinada piada e, principalmente, que possa decidir o que fazer com seu voto”. E por isso dizemos aos candidatos: deixa o humor para os profissionais.

Penso que o lado sério a ser analisado desse vexame, seria entender: será que é a personagem que está se candidatando ou o ator? Se ele for eleito, vai de fantasia, roupa, voz, maquiagem da personagem? No site do tiririca http://www.tiririca2222.com.br o mesmo se identifica como Francisco Everardo Oliveira Silva e Tiririca… eu realmente me pergunto, quem é que vai estar lá quando uma lei for aprovada ou quando uma decisão séria for tomada? Eu realmente tenho medo do que a gente vai ver daqui a alguns meses no jornal.

Entre a relação de comediantes, que dizer, candidatos desta eleição, estão além de Tiririca, Ronaldo Ésper, Reginaldo Rossi, Mulher Pêra, Maguila, Frank Aguiar, Netinho, Marcelinho Carioca, Romario, Tati Quebra Barraco, MALUF (hahaha), Coulesterol, Poupai, Kiko e Leandro do KLB, Batoré, Maria Chupetinha, Magaiver e muitos, muitos outros figuras. Fique atendo, vai que sem querer você vota em um desses que eu falei aí pra vocês? Assim, sem querer querendo, claro…

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“Flash Mob” Quem sabe faz ao vivo!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Veja o vídeo inteiro antes de ler o post! É indispensável.

Quem sabe faz ao vivo… e não foi a banda quem deu o show, não. Até a Oprah se impressionou com os fãs do grupo Black Eyed Peas, que prepararam uma dança especial, mais conhecida por “flash mob” em um de seus shows. A dança é conhecida por ter movimentos fáceis e por ser aberta a todas as pessoas. Como vocês viram no vídeo, jovens, crianças, adultos, idosos, brancos e negros juntos numa dança só. O movimento geralmente se dá pelas reuniões organizadas pela internet em redes sociais.

Pra quem não conseguiu ver o vídeo: no dia 10 de setembro de 2009 o grupo Black Eyed Peas quebrou o recorde de maior flash mob da história, ao reunir cerca de 21 mil fãs na Avenida Michigan, em Chicago, nos EUA para comemorar a passagem da 24ª temporada do programa de Oprah na TV. Tudo começa com uma garota dançando sozinha na frente do palco, logo depois toda a multidão começa a fazer a mesma coreografia. Oprah (que não sabia de nada), ficou chocada com o que estava vendo, enquanto gravava tudo em seu celular. A apresentadora então gritou: “Isso é tão legal!! É a coisa mais legal que eu já vi…Chicago eu amo vocês!!!!!!” Durante a entrevista que o grupo deu após a apresentação, o lider do grupo Will.i.am contou que chamou 800 fãs para ajudar na coreografia, que depois foi passada para as mais de 20 mil pessoas presentes na hora.

O interessante é que o “flash mob” está se tornando algo popular e é utilizado em várias instâncias. Por exemplo no site http://andrepollux.com.br/?p=458 André Pollux mostra sua música sendo a trilha de um Flash Mob em Ilha Madero, Portugal, usado para animar o centro da cidade, atraindo muitos turistas e moradores.

Nos seus 25 anos de funcionamento, o aeroporto de Guarulhos presenteou e impressionou seus viajantes com um maravilhoso Flash Mob. Não só o aeroporto de Guarulhos faz apresentações como estas, mas também muitos outros como o de Lisboa e outros espalhados no mundo. Está tudo no you tube.

Dentre estes comentados acima, existem temas como a “guerra de travesseiros”, “festa no metrô”, “caminhada zumbi” e “gincana improvisada”. Todos esses levam em conta a diversão e o entretenimento. Mas muito além disso existem aqueles que, como eu, enxergam no Flash Mob uma força grande de reunião de um público unido pelo mesmo interesse, que pode ter grandes resultados se usado para fins um pouco mais sérios.

Em todas as partes do mundo, o movimento vem ganhando cada vez mais aspectos políticos e não só para entreter e divertir, mas para mudar a rotina e modificar a vida urbana. Em volta de um caixão, na Rússia, um grupo de pessoas se juntou de mãos dadas formando um quadrado. Assim, declararam “morte à democracia em 2003″. Quem sabe essa eleição de 2010 não merece um Flash Mob para a conscientização dos eleitores? Os caras-pintadas ousariam, penso eu.

Talvez seja um dos melhores jeitos de se levar a vida a sério com um toque de humor e diversão, quando seus idealizadores resolverem fazer suas partes pelo fim da violência, da fome, corrupção, indiferença, preconceitos e tantos outros problemas que estamos enfrentando no mundo. Sempre é hora de inovar, melhor ainda com tanta criatividade.

Música e Dança sem perder a pose!

sábado, 21 de agosto de 2010

Talvez eu não seja a pessoa certa pra escrever sobre a arte da dança, mas posso dar a minha opinião sobre o que já ví, já sei, ou gostaria de saber. Não importa! Sei que a dança nasceu com a música, mas sempre se distanciou muito, afinal nem sempre quem dança toca ou quem toca sabe dançar… E se pensarmos bem, a maioria das pessoas pouco sabem um ou outro.

A dança está ligada a música, assim como um bolo precisa de seus ingredientes para formar um todo. Não é fácil dançar sem o acompanhamento de um som, assim como não é normal fazer música pra manter alguém parado. A “Black Music” não tem graça sem o gingado de seu Hip Hop. O “Ballet” no “Lago dos Cisnes” sem aquela valsa tradicional perderia toda a emoção. As músicas feitas no período Barroco (suites), eram nomes de danças, tais como “allemande” ou “gigue”. Desde o início a música foi acompanhada pela dança. Por isso são artes incompletas formando uma obra completa.

A arte de saber se colocar dentro de um compasso, com movimentos e poder deixar-se transparecer sobre o que se ouve ou se vê, seria uma boa definição para DANÇA. É usada por muitos como simples acaso num momento de diversão ou alegria, numa festa ou no chuveiro, mas para outros é o melhor modo de expressão, assim como faziam os operários na época da Revolução Industrial.

Em 1800, o sapateado (ou “tap dancing” em inglês) era um momento de diversão após uma longa jornada de trabalho, quando usava-se sapatos parecidos para cessar a umidade nos pés nos dias de frio. No final do dia, os trabalhadores se reuniam para ver quem fazia os passos mais variados, utilizando aqueles sapatos barulhentos. Daí surgiu uma arte gestual, feita com os sons do corpo e de tronco reto, utilizando principalmente os pés em sincopas musicais, criando dança e música ao mesmo tempo. Tanto fez sucesso que esta arte se tornou tema de filmes, de musicais, serviu de inspiração para compositores e muitos outros artistas como um grande ídolo meu.

“Michael Jackson” para mim foi um dos grandes homens que fez música e dança se tornarem uma coisa só, numa pessoa só, de um único jeito, ao mesmo tempo. Um gênio inspirado que retratou e revolucionou a arte da época em que viveu dentro do palco e fora dele, com seus shows, seus filmes e clipes. Fazia a arte com seu próprio corpo e já bastaria cantar bem ou dançar bem, mas fazia-os juntos com perfeição. Foi a inspiração de uma geração que engrandeceu a história com uma nova maneira de fazer arte do século XXI.

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Escrevi este post, pois ontem foi a apresentação da escola de dança em que minha irmã faz sapateado. É impressionante ver como os alunos levam a sério uma arte que é tão pouco divulgada, mas que por outro lado é muito rica, pois necessita de muita coordenação para fazer sons com o próprio corpo, e pra dificultar ainda mais, em grupo! As músicas eram típicas de filmes famosos interpretados por Gregory Hines e Mihail Barishnikov, Fred Astaire e Gene Kelly, do tipo “Bootman”, ou “Challenge” com Sandman Sims, Bunny Briggs, Steve Condos, Jimmy Slyde, Pat Rico, Arthur Duncan, Harold Nicholas, Savion Glover e Suzzanne Douglas.

Enfim. Hoje se faz muito mais que isso. A Dança + Música se tornou o maior patrão da mídia que cada vez inova mais, lançando artistas que dançam, atuam, cantam, tocam, verdadeiros Showmans. Num pensamento ainda mais profundo, é possível entender que essa “arte” feita para a cultura pop, deixou de ser “arte” no sentido de um meio com um propósito, um pensamento ou resultado de uma experiência social: a mídia faz tudo ao mesmo tempo para tentar agradar o maior número possível de pessoas, pela única finalidade de fazer dinheiro. ARTE e DINHEIRO são assuntos que estão muito relacionados e podem evoluir demais se bem distribuído entre todos e não para favorecer a um só.

A Lei Rouanet de incentivo à cultura é um exemplo de como o dinheiro pode ser um aliado da arte para criar e desenvolver os talentos nacionais. É importante que tenhamos os Mecenas investindo do que de melhor o lucro pode criar: educação, saúde, trabalho e arte. Infelizmente nem tudo é um mar de rosas e uma prova disso são grandes empresas que participam do projeto, investindo em grandes talentos que não precisam de investimento; que por sí só poderiam sobreviver sozinhos. Não é de minha intenção citar nomes, mas basta entrar no site da lei e entender porque os projetos não batem com as idéias quando vemos “Cirque du Soleil”, “Caetano Veloso”, “Maria Betânia” se beneficiando dos impostos públicos, enquanto muitos outros artistas menos conhecidos poreriam se beneficiar e criar um futuro na arte.

A música e a dança tem muito mais aspectos a serem tratados do que coloquei aqui, mas vai de cada um tirar suas conclusões sobre o que é bonito, o que é certo, o que faz parte e o que está por vir, afinal quem nunca dançou e cantou loucamente num chuveiro? A arte é para todos e existem muitos que sabem se utilizar dela pra fazer a vida. Em breve um post sobre o que vem fazendo sucesso nesse mundo.

Indiferença

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ele simplesmente olhava a televisão como quem nada podia fazer. Mexia a cabeça como quem dizia não aceitar o que estava vendo, mas realmente ele nada podia fazer pelo que estava lá. Estava perto de mais e já tinha entrado em si. Foi aí que me dei conta de que ninguém é o que realmente parece ser. Ninguém pode fazer nada que está além do seu alcance. Não?

Aquele homem era um artista e tinha em suas mãos o que existia de mais precioso em sua vida: a arte de fazer o que nem ele sabia como, e simplesmente fazia. Era uma das pizzas mais saborosas que já tinha comido em minha vida. Era uma obra de arte feita por um mestre. Não  dessas que se pede num domingo qualquer, mas uma dessas que se vai  comer quando vem alguém importante com vontade de comer algo que seja mais que só comida; quase um segredo. Porém naquele momento  era pó. Era nada. Era como se ele tivesse cuspido no prato em que comeu, pois foi muito fácil dizer que aquele morador de rua que estava na tevê era um ladrão. Merecia ser preso. Ser morto, pois ele nada podia fazer; nem ninguém, nem ela, nada, nunca…

Posso não fazer quase nada escrevendo isso aqui, mas quase nada já deixa de ser indiferença. Talvez minhas palavras mudem a consciência de alguém que pensa, pois alguém quem pensa, vive; e quem sabe viver Ama. Acima de tudo, eu ainda acredito no amor e acredito que a arte muda o jeito que olhamos para as coisas.

Violão Dois de Julho

sábado, 3 de julho de 2010

Vasco Faé e todo seu Blues

Vasco Faé e todo seu Blues

Hoje o Brasil perdeu o jogo contra Holanda nas quartas de final da Copa de 2010 e voltamos para casa. É dois de julho e pensei que iria passar o resto do dia triste quando descobri que entre o tempo e a arte ficou escondido um dos homens que me mostrou o quanto ainda existe a arte de se fazer uma boa música; de se tocar algo que não está na boca do povo; e que acima de tudo é um sucesso excepcional, afinal ao som das vuvuzelas já não se escutava mais nada. São 02:51hs da madrugada e seria ignorância de minha parte dormir feliz sem antes postar algo aqui. Então ouçam!

Faz um bom tempo em que nada mais me impressionava. Parece tudo igual naqueles dias em que a gente para no tempo e apenas um amor faz-nos acordar. Por mais explícito que esteja, meu amor é a música e foi um de seus amantes que hoje me trouxe um sorriso ao rosto e um remelexo no corpo ao som de Blues de boa qualidade. Estou falando de um homem sentado em um banquinho em cima de um tapete qualquer marcando o rítmo em um bumbo de bateria com o pé direito, uma guitarra acústica nas mãos, uma gaita maravilhosa pendurada em seu pescoço e um microfone. Sim este homem é um Showman que se usa da mágica da música popular de raíz para encantar a platéia com seu Blues.

Sem setlist ou letras e cífras de violão, tocava de olhos fechados músicas dos anos 20. Chegou quieto enquanto eu tocava MPB no bar que sou residente (o qual merece um belo post futuro) “Perna de Cobra Bar” e logo estavam montados seu equipamentos, entre eles um belo par de guitarras. Pra mim estava fechado: tocaria mais umas dez músicas e logo sentaria numa mesa de amigos para escutar o bom e puro som de um ritmo que praticamente não se escuta mais, porém é influência para tudo o que temos hoje. O Blues, senhoras e senhores, é aquela música cantada pela cultura afro-americada do sul dos Estados Unidos; notas tocadas com freqüência baixa, porém com sons expressivos. Geralmente contêm letras de histórias e protestos contra o preconceito que sofriam antes da libertação dos escravos.

Na minha frente estava um homem cantando uma geração inteira com todo o seu talento. E quando Deus abençoa, ele abençoa pra valer. Era Vasco Faé tocando pra no máximo 30 pessoas. Um show praticamente exclusivo pra aqueles que mesmo lamentando o final de uma copa, sabia ou descobriram que o esporte ainda não ocupa um lugar maior do que a boa música quando falamos de arte da alma. Só pra ser mais objetivo, escutamos canções como “Take Five” e “Trem das Onze” repaginadas no estilo Blues acompanhadas por voz, gaita, violão e percussão, além de muitas outras da origem do próprio estilo.

Tudo isso pra dizer que não importa o que aconteça no mundo, o bom gosto nunca acaba e que não sou apenas eu buscando a sonoridade exata e o repertório perfeito para fazer uma platéia se impressionar. Numa noite fria e triste, havia bons momentos que ficarão em minha memória pro resto da vida e todo aquele Blues…

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Uma bandeira ao vento!

segunda-feira, 21 de junho de 2010


Pessoas brancas? De cor ou pensamento?

Para uso de pessoas brancas!?

Hoje eu ví a África cantar com sua vóz e sua cor!

Hoje é um dia inesquecível. Da minha tv em São Paulo, vi Joanesburgo e seus sorrisos como nunca antes e olhei para um lugar novo com traços de luta e tristeza. Hoje entendi o significado de uma bandeira ao vento e o quanto ela muda a cara de um país. Hoje eu ví a África cantar com sua vóz e sua cor.

Não é sempre que a tv mostra imagens de uma nação pobre e sofrida cantar sua liberdade. Pelo menos não com um sorriso de quem jamais sofreu na vida. Me pareceu o segundo dia mais feliz do povo africano ao ver crianças, adolescentes, homens, mulheres e idosos cantando e dançando ao som de Shakira, Black Eyed Peas, Alicia Keys, John Legend, entre outros que foram atração do show de abertura da Copa 2010, já que o primeiro mais importante teria sido o dia da Independência sul-africana.

É lógico que muitas pessoas estranharam o show da abertura, pois além dos artistas que relacionei acima estava os grandes nomes da música sul-africana: Angélique Kidjo, Thandiswa Mazwai, Timothy Moloi, Hugh Masekela, Khaled, Femi Kuti, Osibisa, Hip Hop Pantsula, o Coral Gospel de Soweto e não poderíamos esquecer do grande nome do ano, que lançou a música tema da copa de 2010: o cantor K`Naan.

Ok, todos assistiram o show de abertura da copa, foi lindo maravilhoso, fogos de artifício, gritos, imagens, lágrimas… lágrimas? Enfim achei a palavra que estava procurando pra começar a falar de algo que é muito, muito mais especial que qualquer outro nome que comentei acima: lágrimas de ALEGRIA derramadas pelos espectadores do show. Parecia que tv mentia na minha a cara, mas era pura realidade! Eu ví crianças, jovens, homens e mulheres, idosos, personalidades, reis e pra ser bem sincero, acredito que Deus também chorava no momento em que Alicia Keys cantava New York (versão África) sozinha sentada atrás de um piano de caudas. Foi o momento mais emocionante do show e todos muito emocionados cantavam com aquele moça que parecia cantar os corações do público.

Eu fiquei com esse momento guardado na minha memória, pois é normal que qualquer um se emocione num momento desses, mas quando uma nação inteira chora de alegria por uma contista tão grande como esta, a coisa fica mais séria, me entende? Não? A África do Sul sofreu por exatamente 42 anos uma forte segregação racial marcada pelo nome de Apartheid que terminou em 1990 com o líder Nelson Mandela. Imagine o que é viver numa guerra por ter apenas nascido negro ou branco, por apenas ter nascido. As pessoas morriam pela sua cor, matavam pelo seu ódio e destruíam seu país pela ignorância e de repente todos estão se abraçando e se cumprimentando, sorrindo juntas e chorando por finalmente o Mundo todo vê-las pela primeira vez como um povo harmonioso. E o fato de celebrarem uma simples bola rolando pelo campo era o grande fato de poderem ser livres como qualquer espectador de outra parte do mundo.

E sendo eu um estudante de comunicação social, especializado em Rádio e Tv, tenho que acreditar que são momentos como esse que a tv deveria mostrar mais em sua programação, afinal o mundo não tem apenas guerras e mortes, mas também tem muita vida e amor com próximo. E sendo mais contraditório ainda do que pareço para muitos, essas cenas deveriam ficar em nossas cabeças e deveriam ser guardadas em nossos corações pra lembrar que acima de tudo, acima de qualquer futebol, música, briga ou guerra, sempre existirá o Amor… A cada dia que vejo um cena dessas, creio que tenho mais inspiração pra fazer o que faço com muito mais cuidado para não destratar ninguém, seja pela sua raça, pela sua origem ou o que for. Cada um merece respeito e a África hoje ganhou o seu pelo sorriso de uma nação!

Raízes!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Tem certas músicas que merecem um pouco de ar. Eu abro o vidro sim! Sinceramente, gosto muito de escutar aqueles álbuns que apenas eu tenho e que ninguém mais conhece! (Pelo menos é o que acho). Daqueles que a gente pensa que foram feitos só pra gente. Um som inspirado na história de cada um; tem uma música pra cada momento; uma faixa pra cada dia; uma capa diferente pra cada vez que a gente olha; uma letra diferente pra cada vez que a gente canta. As vezes da pra pensar até que aquele artista nasceu só pra produzir a trilha sonora da nossa vida e eu fico torcendo pra ler na “Roling Stones” e saber que depois de 3 longos anos vão lançar um disco novo. São os únicos que a gente vai na loja e gasta um pouco do salário do mês, mesmo sem poder, só pra ter o original. (As pessoas ainda fazem isso?) Você sabe tudo sobre a história deles, mesmo não sendo um daqueles fãs que chora só de ver na tv. Essa é a música da vida, daquelas que a gente coloca no despertador do celular pra tocar às 5 hs da manhã, porque só com aquele som é que a gente acorda de bom humor. Sabemos a história toda até que num certo dia o cara diz que a grande inspiração de uma canção foi um tal de “Baden Powel” ou um outro que se chama “Pixinguinha”, ou talvez aquele famoso “James Brown”, sem contar com o “João do Caminhão”, cego, que tocava na esquina da casa do cara e nem a própria mãe lembrava direito.

Nem um compositor, nem um artista, nem um psicopata nascem sabendo escrever, interpretar ou até mesmo matar. As pessoas sempre são inspiradas, nem que seja pelo velhinho que cantava solitário no quintal da casa da vizinha quando éramos crianças. A minha opinião é que ninguém nasce sabendo, pois afinal “nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”, certo? A cultura influencia desde cedo e vem através família, amigos, lugares, tudo com que tivemos contato e continuamos tendo. O cérebro é um grande receptor de informações. Todas elas são absorvidas, porém só algumas ficam na memória e é dessas que temos referências na hora de criar, compor, escrever, interpretar, etc… Porque falar de tudo isso? (Não é propaganda, nem merchandising). Simplesmente porque a “folha” lançou a coleção “raízes” que trás nada menos que os melhores compositores e interpretes do nascimento da expressão musical brasileira no começo do samba e da MPB, há pelo menos uns 70 anos atrás.

Achei interessante comprar os livro-cds, pois além do preço ser bem em conta, vem as melhores músicas de cada um, com qualidade excelente, e uma biografia resumida da vida dos artistas. Agora sim: você pode dizer que eu sou careta, vintage, velho, atrasado, desatualizado, comedor de rabanada, etc… E eu te digo: você conhece a influência dos seus artistas prediletos? Não? Ops… tem algo errado. A música popular brasileira só é o que é hoje devido a esses grandes mestres que fizeram nosso repertório ser eclético e rico do como o sabemos e seria no mínimo desrespeitoso não conhecer uma obra linda como essa. Digo isso pois sou um grande apreciador da nossa música, não dessa pop, mas da boa música brasileira. Aquela que retrata nossa cultura como ela é e não no molde americanizado de ser. Noel Rosa, Cartola, Pixinguinha, Lupicínio, Adoniran, Gonzaguinha, Nelson Cavaquinho, Dorival, Herivelto, Jackson e Nazareh, são só alguns dos nomes trazidos pela coleção que a fazem valer por ela toda. São também esses os nomes citados pelos grandes artistas de hoje quando falam de inspiração.

A pouco tempo atrás saíram a público as coleções que eu ainda estou lutando pra completar: “Classicos do Jazz”, “50 Anos de Bossa Nova”, “Clássicos do Cinema”, “Grandes Compositores da Música Clássica”, dentre muitas outras. Dessas tive a oportunidade de completar a que trás os melhores compositores dos 50 anos da MPB. O melhor de tudo é que tem muita coisa nesse meio que me faz rir, pois era outra realidade, outros tempos, outros assuntos que hoje não fazem tanto sentido ou que são retratados de outra forma, como por exemplo o amor. O mais interessante é entender como todos esses personagens foram importantes pra construir o cenário da música brasileira e como ela era a 50 anos atrás e como é agora. Indiferente disso, os artistas que temos hoje e que tanto fazem sucesso foram influenciados pelos antigos. Por mais que uma boa parte do rock seja enlatado hoje e venha importado de outros países, qualquer música que seja feita em território nacional vai levar em conta o que já estamos ouvindo a tempos. Portanto, vai ser influenciada pelo que os artistas foram influenciados a anos atrás ou pelos que vieram de fora com o Jazz, com a música erudita, o que servirá de inspiração pra um post futuro.

Não são todos que “suportam” ouvir Noel Rosa cantando com seu ERRE arrastado, ou Aracy de Almeida com seus agudos afinadíssimos, nem Lamartine Babo cantando suas marchinhas carnavalescas no carro ou em casa. Mas o que conta é que não vale a pena “criar” tudo novo, pois nem a música nova experimental é feita sem base, sem normas. A curiosidade vem de cada um pra buscar no passado a inspiração pra algo novo, ou no interior pra algo urbano, ou no preto e branco pra algo colorido. O interessante é buscar e pesquisar com clareza, coisa que grandes nomes como Estadão, abril ou folha tem feito pra gente. Fica a dica: vale a pena conhecer!

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A Loucura de Scorsese

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Oficial!

Martin Scorsese adota Leonardo DiCaprio e assumindo a paternidade, estréiam um filme pra comemorar. Hahaha, a brincadeira é besta, mas a parceria é real e certamente passou dos limites da imaginação de qualquer um. Esses dois já tem história, passando por “O Aviador”, “Os Infiltrados”, “Gangues de Nova York” e agora “Ilha do Medo” (Shutter Island pros mais chegados).

Fiquem tranquilos, não vou contar o final do filme e nem como ele morre. Ops! O que realmente me impressionou é o fato de como o filme entra no personagem e mexe com a sanidade e a loucura ao mesmo tempo. Isso confunde o próprio personagem e o espectador de uma maneira que me fazia olhar as pessoas ao meu lado e ver as expressões tipo, “tô ficando louco e não to entendendo mais nada”. “Legal” eu estava muito afim de ver isso. Pois no fundo, todo mundo é um pouco louco, só têm preguiça de abusar do que diferente.

A graça da vida é ser diferente, mas não muito, pois ninguém quer ser taxado por aí. Penso que ser meio louco é legal, as pessoas reparam. Então quero me mostrar? Não! Pareço louco? Hummm. Talvez diferente. As vezes vejo a cidade como um grande formigueiro. Todos moram igual, se vestem igual, comem igual, andam igual e etc… Aí quando aparece uma formiga mais colorida, andando na direção contrária da turma, falando diferente, todo mundo critica, passa reto, mas continua olhando e eu acho que no fundo elas dizem: “um dia eu vou dar a louca e quero ser assim”. Não que as pessoas precisam ser vistas, e talvez nem queiram, mas é bom ser notado. Uns preferem ficar no anonimato e se puderem não dizer nada, melhor ainda. Estranho como as pessoas são diferentes, né? Ahh você concordou??? DIGA NÃOOO!!!

Porque o que faz a formula 1 ser sensacional é o fato das pistas serem diferentes. O que faz um relacionamento se firmar é que as pessoas se completam por serem diferentes. O que faz você gostar mais de um cantor do que de outro é a sensação que cada um deles causa, por serem diferentes. E finalmente, o que faz as pessoas me contratarem como DJ ou produtor é que eu sou diferente de todos os outros. Ainda bem que a gente aprende com o tempo, não vale a pena imitar os outros. O que quero dizer com tudo isso é que eu gosto de ver como cada um se comporta perante algumas situações. Por exemplo na balada, na aula, num susto, dormindo, conversando… como cada um viaja em sua própria loucura.

Temos que refletir nesse assunto também como uma doença mental, caso retratado no filme. Muito estudo e análises intensas formam o psicólogo e o psiquiatra. Profissionais que tentam entender e tratar vários tipos de alteração na normalidade do ser humano quando suas vidas são afetadas negativamente e se afastam da sociedade. Portanto convenhamos que a felicidade está relativamente ligada ao item “normalidade”, pois ser anormal torna as pessoas “celebridades”, fato construído pelos programas como BBB & Cia. As pessoas gostam de viver na intimidade dos outros e principalmente em suas anormalidades. “Uma Mente Brilhante” é outro filme espetacular que expõe a realidade falsa em que vive um gênio da matemática. Depois de luta intensa por ser considerado esquizofrênico, John Nash (Russell Crowe) consegue se recuperar ganhando um prêmio nobel.

Vale a pena entender como a loucura afeta a vida das pessoas e como podemos entende-la de várias formas. É uma pena que muitos procuram as drogas como a grande formadora de uma realidade em que alguns vivem e dificilmente conseguem sair, por ser algo que os torna realmente diferentes sendo simplesmente normal. Enquanto muitos lutam pela cura, outros buscam o vício e o que realmente importa é como ser diferente de uma forma positiva, pois o mundo está igual a anos e o que o iguala é o fato de todos quererem a guerra, as drogas, bebidas, um mundo de raiva e desigualdade, enquanto o “ser diferente” só deveria unir ainda mais as pessoas na paz e no amor.

Pense… “quem sabe ser diferente por um dia, não é a atitude do dia?” Diria Martin Scorsese, não precisando perder-se pra mostrar algo que você não é. Também não é deixar sua personalidade de lado pra conquistar outros mundos, apenas conversar com alguém que nunca conversamos e fazer coisas que nunca fizemos mas sempre tivemos vontade de fazer.

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E já dizia Tom Jobim…

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Insensatez!

Infelizmente este é um dos vídeos da internet que mais me impressiona. Não pela criatividade, nem pela grana sobrando pra destruir um iPad novinho, mas pela insensatez, pela indiferença com que esses jovens americanos destroem um equipamento poderoso que poderia ter sido usado pra tantas coisas na mão de quem dá valor ao que tem. Talvez seja até uma característica do fácil acesso à tecnologia esse desprezo todo, o que não me convém, mas sabe quantos anos eu demorei pra conquistar meu computador da Apple? Daqueles branquinhos, tecnologia de ponta, processador poderoso e com um preço bem salgado… 4 longos anos! Sim, eu demorei tudo isso e hoje dou o maior valor pelo bichinho!

Acho estranho que no meio de um mundo de tantos contraste social, muitos não tenham nada, poucos tenham muito e pra piorar, muitos não dão valor ao que tem. Se você for procurar no YouTube, são dezenas de vídeos mostrando e até ensinando como quebrar, destruir, explodir e liquidificar seu novo iPad. Lembro-me, há alguns anos atrás no início da faculdade, de pensar que quando uma tecnologia como essa surgisse, todos iriam dar o maior valor. É, eu estava errado. Nessa briga entre marcas famosas como a Apple, Microsoft, Google, Intel e etc… o importante é sempre inovar e passar a perna no concorrente, mas nunca, NUNCA, fazer algo construtivo, muito menos incentivar os clientes, para transformar o local e as pessoas com quem convivemos, utilizando seus produtos.

Bom, se você ainda está achando que eu falo de mais ou que estou exagerando, posso citar alguns exemplos do que poderia ser feito se alguém tivesse pensado melhor e entregue a alguém um pouco mais humano:

- Se fosse dado a um jornalista preocupado com a situação mundial, o mesmo poderia ter escrito um artigo que pudesse mudar a forma de pensar de muita gente e até ter salvado vidas.

- Se fosse entregue a um cineasta, poderia ter sido produzido tanto quanto o espaço físico pode ser captado e mostrado a alguém que nunca pôde viajar as fronteiras do mundo e conhecer o que há de mais belo.

- Se fosse dado a um bom médico, poderia ser sido descoberta a cura para muitas das doenças que existem por aí e ainda por cima ter ajudado a incentivar procedimentos de prevenção pra muitas delas.

- Se fosse entregue a um estudante (como eu), talvez ele tivesse se empenhado muito mais a aprender e pesquisar sobre questões sejam certamente definitivas para sua vida e trabalho.

- Se fosse dado a um pacifista, talvez pudessem ser evitados zilhões de mortes de inocentes e talvez fossem evitadas queimadas inúmeras pra que você e sua família estivessem respirando melhor agora e pra que seus filhos não morressem de sede no futuro, sendo que o mesmo poderia comunicar ao mundo inteiro sobre o desperdício irreversível de água que ainda não demos conta.

Enfim… poderia ficar o dia todo aqui pra juntar provas de que esse é um dos piores massacres que estamos nos acostumando a viver com o avanço da tecnologia. Agora, amiguinhos, espero que assim como eu, vocês possam pensar duas vezes antes de comprar qualquer coisa por impulso, pois além da utilidade que o mesmo terá, devíamos refletir na relação “evolução da tecnologia X regressão dos que a usam” como diz uma boa amiga. Éh, a brincadeira sai cara.

Aqui vai meu abraço pros blogueiros e twitteiros conscientes que fazem da internet um lugar melhor pra gastar o tempo precioso de vida que nos resta. E claro, grande abraço aos que me apoiam.

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Há muito mais para enxergar

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Além das Notas

Além das Notas

Desde o começo deste blog, vinha pensando sobre o que eu gostaria de escrever, já que minha vontade era tanta, e sobre o que eu realmente era bom de escrever. Pensei em algo que fosse invisível aos olhos, pois sempre dizem que só vemos o que queremos ver. Assim, decidi colocar em prática 20 anos de vida e enxergar algo que fosse mais além.
Dj há 6 anos, pianista há 10, curioso há 20. A música com certeza a minha vida, assim como a arte do audiovisual e a tecnologia. E é deles que decidi escrever, dissecar, espremer e tentar descobrir no fundo, no fundo, o que há de mais belo, de mais novo e de mais importante, para quem quiser ver comigo, pois sempre há muito mais para enxergar do que um monte de notas em um papel, nas faixas de um CD, por trás da cortina, atrás da mídia, entre a informação e o entretenimento.
Sonhar é ter uma pergunta e imaginar uma resposta, daquela a qual sempre quisemos ouvir. Viver é desvendar este mistério a cada minuto de nossa vida. Entre sonhar e viver, cá estou eu para tentar perguntar e responder as minhas profundas questões sobre tudo o que eu sempre pensei sobre o mundo da música, e arte; e tudo junto, tudo misturado, de uma forma ou de outra, deixar por escrito minhas viagens ao fundo dessa bela arte que é a arte do audiovisual e sua tecnologia!

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